Bom dia. Hoje demos a criação de um blogue.
Qual é uma das suas características principais?
Corticeiro Neves
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Estratégias pedagógicas que o Formador online deve privilegiar
Considero que, como estratégia, o formador deve fazer sentir-se a ele próprio como sendo um dos seus formandos e ir-se perguntando continuamente: "Se eu fosse formando, o que gostaria de ver agora disponível, o que perguntaria ao formador, como iria responder a esta questão"? Estas e muitas outras dúvidas/questões que nós, como formandos nos colocamos, devem ser assumidas pelo formador. Para tal, têm que ser conhecidas por ele. Se não se "passa" para o lado dos formandos, vestindo a sua pele, poderá deixar algumas por ir respondendo, pois alguns formandos não colocam determinadas questões porque têm vergonha, não querem incomodar, etc..
Numa sessão presencial um formador consegue ir vendo as expressões, as atitudes dos formandos e, de certa forma, consoante o seu grau de experiência, ir canalizando o conhecimento e adaptando-o aos formandos. Num sistema online essas expressões e atitudes não estão presentes. Por isso, há que pensar, sentir e agir como sendo um dos formandos e depois resonder às perguntas e solicitações por si próprio colocadas.
Corticeiro Neves
Numa sessão presencial um formador consegue ir vendo as expressões, as atitudes dos formandos e, de certa forma, consoante o seu grau de experiência, ir canalizando o conhecimento e adaptando-o aos formandos. Num sistema online essas expressões e atitudes não estão presentes. Por isso, há que pensar, sentir e agir como sendo um dos formandos e depois resonder às perguntas e solicitações por si próprio colocadas.
Corticeiro Neves
Características pessoais que o Formador online deve possuir
Julgo que uma das principais características de um formador é a sua capacidade de liderança. Um formador deve tentar liderar o grupo de formandos que tem a trabalhar consigo e não ser um monopolizador, ou seja, impor as suas ideias sem ouvir os formandos. A formação destina-se aos formandos, para que estes adquiram conhecimentos que depois transponham para o seu dia-a-dia, seja em trabalho, seja em outras situações. Se o formador chama a si toda a orientação da formação sem ouvir os formandos, não poderá, de forma alguma, chegar a todos. Eventualmente, chegará a muito poucos, pois a diversidade de pensamento existente numa turma de formandos é grande e pode até acontecer que as ideias do formador não sejam partilhadas por nenhum dos formandos. Por isso, se um formador for um líder, saberá ouvir as opiniões dos formandos, ver o seu interesse por este ou por aquele ponto e orientar a passagem do conhecimento de forma a que cada formando sinta o conhecimento como sendo dirigido exclusivamente a si. Isto é possível se o formador tiver a capacidade de liderança. O facto de a formação ser online poderá fazer sobressair ainda mais esta característica, pois há momentos em que a mensagem é direccionada para cada formando, o que deve ser aproveitado para a personalização da informação passada.
Corticeiro Neves
Corticeiro Neves
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Características Pessoais,
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Competências técnicas/pedagógicas que o Formador online deve adquirir
Uma das principais competências técnicas/pedagógicas que um formador online deve possuir é a capacidade de adaptação a outro sistema diferente do definido para o curso e em uso desde o seu início para a troca de informação. Chamo a isto versatilidade.
Se um curso for essencialmente online, caso a plataforma de transmissão de conhecimento falhe por algum motivo, poderá estar em causa a continuidade do curso, se tabelado por prazos temporais mais ou menos rígidos e se o formador não tiver a capacidade de rapidamente se adaptar a um outro sistema. Este sistema pode apenas servir para avisar os formandos que a informação estará aqui ou ali e elucidá-los sob a forma de a obterem e de envio dos trabalhos e/ou mensagens, comentários, etc.. No entanto, deverá estar sempre preparada uma possibilidade de recurso a uma plataforma/sistema que não o usada habitualmente. É, pois, essencial que um formador online domine mais do que uma forma/plataforma de transmissão do conhecimento. Uma alternativa para o caso do moodle, neste curso, por exemplo, seria a criação imediata de um blog e a difusão também imediata por todos os formandos da sua localização na web.
Corticeiro Neves
Se um curso for essencialmente online, caso a plataforma de transmissão de conhecimento falhe por algum motivo, poderá estar em causa a continuidade do curso, se tabelado por prazos temporais mais ou menos rígidos e se o formador não tiver a capacidade de rapidamente se adaptar a um outro sistema. Este sistema pode apenas servir para avisar os formandos que a informação estará aqui ou ali e elucidá-los sob a forma de a obterem e de envio dos trabalhos e/ou mensagens, comentários, etc.. No entanto, deverá estar sempre preparada uma possibilidade de recurso a uma plataforma/sistema que não o usada habitualmente. É, pois, essencial que um formador online domine mais do que uma forma/plataforma de transmissão do conhecimento. Uma alternativa para o caso do moodle, neste curso, por exemplo, seria a criação imediata de um blog e a difusão também imediata por todos os formandos da sua localização na web.
Corticeiro Neves
A minha experiência e o 9 Passos de Gagné
Já ao longo de uma dezena de anos que dou formação, seja no contexto militar, seja em outras acções extra Força Aérea. Contudo, o modelo descrito neste módulo aporta-me algumas fases (passos) que até ao momento, embora não me passando despercebidas, não eram consideradas por si só isoladamente nem na sua totalidade. Considero que este modelo de 9 passos é extremamente abrangente e importante, parecendo-me muito completo. O formador pode ter nele uma base de trabalho para o planeamento, desenvolvimento e verificação dos resultados da formação que ministra.
A minha experiência tem sido, essencialmente, como formador de adultos, dentro de um leque bastante alargado, compreendendo desde formandos sem a escolaridade mínima até formandos com licenciatura e/ou maior graduação académica, contemplando ainda um leque que se situa na camada jovem, em frequência de curso superior.
Um dos passos que tem ficado por cumprir, na maior parte das vezes da minha experiência como formador, é o último, uma vez que nem sempre verifico, por diversas razões, se o formando aplica posteriormente no seu trabalho os conhecimentos apreendidos durante a aprendizagem. Contudo, em contexto de sala de formação, muitas das vezes revejo algumas questões e exercícios, a fim de cimentar a retenção dos conhecimentos relativos aos mesmos por parte dos formandos. Relativamente aos restantes passos, de uma forma geral, são cumpridos, embora sem uma separação tão diferenciada como prevê o modelo de Gagné.
Considero que o passo 8 é essencial e que é uma das características fundamentais da formação, um factor essencial para que assim seja denominada, ou seja, toda a formação pressupõe uma avaliação, seja esta de que tipo for: teórica, prática, em contexto real de trabalho, um misto de todas ou algumas ou ainda de outras possibilidades mais. Tem, no entanto, de existir e assume um papel extremamente importante, se bem concebida e realizada, servindo como ferramenta de aferição dos conhecimentos apreendidos pelo formando, pela eficácia do formador na sua transmissão e ainda como fixadora dos mesmos.
Os 9 passos previstos por Gagné são, como já referi, abrangentes e completos. Contudo, dependendo do tipo de formandos, do âmbito da formação e da forma e profundidade como a mesma foi preparada, poderão ou não ser aplicados na sua totalidade. Cabe ao formador ter a sensibilidade para dar mais ênfase a um ou a outro, inserir um em outro ou ainda deixar este ou aquele de lado.
Se os deve cumprir ou, pelo menos, tê-los como referência? Concordo plenamente! Se os tenho cumprido? Nem sempre… depende!
Corticeiro Neves
A minha experiência tem sido, essencialmente, como formador de adultos, dentro de um leque bastante alargado, compreendendo desde formandos sem a escolaridade mínima até formandos com licenciatura e/ou maior graduação académica, contemplando ainda um leque que se situa na camada jovem, em frequência de curso superior.
Um dos passos que tem ficado por cumprir, na maior parte das vezes da minha experiência como formador, é o último, uma vez que nem sempre verifico, por diversas razões, se o formando aplica posteriormente no seu trabalho os conhecimentos apreendidos durante a aprendizagem. Contudo, em contexto de sala de formação, muitas das vezes revejo algumas questões e exercícios, a fim de cimentar a retenção dos conhecimentos relativos aos mesmos por parte dos formandos. Relativamente aos restantes passos, de uma forma geral, são cumpridos, embora sem uma separação tão diferenciada como prevê o modelo de Gagné.
Considero que o passo 8 é essencial e que é uma das características fundamentais da formação, um factor essencial para que assim seja denominada, ou seja, toda a formação pressupõe uma avaliação, seja esta de que tipo for: teórica, prática, em contexto real de trabalho, um misto de todas ou algumas ou ainda de outras possibilidades mais. Tem, no entanto, de existir e assume um papel extremamente importante, se bem concebida e realizada, servindo como ferramenta de aferição dos conhecimentos apreendidos pelo formando, pela eficácia do formador na sua transmissão e ainda como fixadora dos mesmos.
Os 9 passos previstos por Gagné são, como já referi, abrangentes e completos. Contudo, dependendo do tipo de formandos, do âmbito da formação e da forma e profundidade como a mesma foi preparada, poderão ou não ser aplicados na sua totalidade. Cabe ao formador ter a sensibilidade para dar mais ênfase a um ou a outro, inserir um em outro ou ainda deixar este ou aquele de lado.
Se os deve cumprir ou, pelo menos, tê-los como referência? Concordo plenamente! Se os tenho cumprido? Nem sempre… depende!
Corticeiro Neves
Insuficiência de Ar e Excesso de Fogo
No ano de 2006, em Outubro, e no contexto do Curso de Segurança e Higiene no Trabalho & Ambiente, participei numa acção de formação na Escola Nacional de Bombeiros.
Depois de uma parte inicial teórica, houve dois momentos práticos que me agradaram particularmente: a utilização de um equipamento de respiração autónoma e o combate ao fogo (de uma dimensão apreciável…) com meios de primeira intervenção.
São daquelas alturas em que nos sentimos, por um lado, tão “fracos”, devido à incapacidade de resposta própria a determinados revezes ou situações perigosas, mas também, por outro, com o discernimento suficiente para recorrermos a determinados auxiliares que nos permitem, estando presentes, resolver essas situações desfavoráveis e críticas para nós. A ausência de ar respirável e o calor intensíssimo do fogo são suficientes, isoladamente ou em conjunto, para que nos sintamos extremamente “pequeninos”!
O facto de termos tido o enquadramento teórico e a respectiva exemplificação ou demonstração prática correspondente anteriores possibilitou-me e aos demais formandos construir um conjunto de procedimentos para utilizar os recursos auxiliares disponibilizados.
Sem dúvida que foi uma experiência formativa que me permitiu comprovar uma vez mais que as componentes teórica e prática inerentes à aprendizagem não se podem dissociar e contribuem, em conjunto, para que a solidez dos conceitos teóricos se traduza na prática por experiências de vida extremamente enriquecedoras, as quais, por sua vez, desenvolvem e incrementam os conceitos apreendidos. Uma “bola de neve” a aproveitar e explorar!...Miguel Corticeiro Neves
Depois de uma parte inicial teórica, houve dois momentos práticos que me agradaram particularmente: a utilização de um equipamento de respiração autónoma e o combate ao fogo (de uma dimensão apreciável…) com meios de primeira intervenção.
São daquelas alturas em que nos sentimos, por um lado, tão “fracos”, devido à incapacidade de resposta própria a determinados revezes ou situações perigosas, mas também, por outro, com o discernimento suficiente para recorrermos a determinados auxiliares que nos permitem, estando presentes, resolver essas situações desfavoráveis e críticas para nós. A ausência de ar respirável e o calor intensíssimo do fogo são suficientes, isoladamente ou em conjunto, para que nos sintamos extremamente “pequeninos”!
O facto de termos tido o enquadramento teórico e a respectiva exemplificação ou demonstração prática correspondente anteriores possibilitou-me e aos demais formandos construir um conjunto de procedimentos para utilizar os recursos auxiliares disponibilizados.
Sem dúvida que foi uma experiência formativa que me permitiu comprovar uma vez mais que as componentes teórica e prática inerentes à aprendizagem não se podem dissociar e contribuem, em conjunto, para que a solidez dos conceitos teóricos se traduza na prática por experiências de vida extremamente enriquecedoras, as quais, por sua vez, desenvolvem e incrementam os conceitos apreendidos. Uma “bola de neve” a aproveitar e explorar!...Miguel Corticeiro Neves
Vantagem dos CET
Olá, bom dia!
Uma vantagem que para já se me apresenta em relação aos cursos CET é o facto de proporcionarem a possibilidade de ingresso no Ensino Superior com equivalência a algumas disciplinas, dependendo do curso que se pretender posteriormente seguir.
Depois, surge-me uma outra ideia. Reparem: com toda esta confusão do chamado "Processo de Bolonha", em que os bacharelatos foram abolidos, não será esta abordagem aos CET uma maneira de resolver algumas lacunas que surgem pelo facto de passarem a não existir tantos técnicos como aquando na altura dos bacharelatos? Se atentarmos bem, o processo foi simultâneo: o gradual desaparecimento de uns e o surgimento de outros!
Muito provavelmente, no mercado de trabalho, será, em determinadas situações, dado mais valor a um formando saído de um CET (com uma forte componente prática) ao invés de um licenciado moderno (3 anos). Se recuarmos uns anos, em deteminadas situações, eram preferidos os engenheiros técnicos (bacharéis) aos licenciados, precisamente por causa da experiência prática.
Deixo-vos estes pensamentos, para o caso de quererm reflectir sobre eles.
Corticeiro Neves
Uma vantagem que para já se me apresenta em relação aos cursos CET é o facto de proporcionarem a possibilidade de ingresso no Ensino Superior com equivalência a algumas disciplinas, dependendo do curso que se pretender posteriormente seguir.
Depois, surge-me uma outra ideia. Reparem: com toda esta confusão do chamado "Processo de Bolonha", em que os bacharelatos foram abolidos, não será esta abordagem aos CET uma maneira de resolver algumas lacunas que surgem pelo facto de passarem a não existir tantos técnicos como aquando na altura dos bacharelatos? Se atentarmos bem, o processo foi simultâneo: o gradual desaparecimento de uns e o surgimento de outros!
Muito provavelmente, no mercado de trabalho, será, em determinadas situações, dado mais valor a um formando saído de um CET (com uma forte componente prática) ao invés de um licenciado moderno (3 anos). Se recuarmos uns anos, em deteminadas situações, eram preferidos os engenheiros técnicos (bacharéis) aos licenciados, precisamente por causa da experiência prática.
Deixo-vos estes pensamentos, para o caso de quererm reflectir sobre eles.
Corticeiro Neves
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